|
Economia
Cabo Verde tem um enorme potencial económico,
ligado a sua posição estratégica entre a África e a América Latina,
nomeadamente para a manutenção de navios e ponte de escala de aviões. Tem
igualmente um enorme potencial em termos turísticos, não apenas pelo seu
clima, praias, paisagens, mas também pela sua arquitectura rural e colonial. Os
maiores estrangulamentos económicos são contudo, a falta de água potável, a
escassez de terra arável, o que provoca uma excessiva dependência de bens
alimentares importados.
Cabo Verde acedeu à Independência, em 1975, num
período marcado por uma prolongada seca. A falta de água foi desde o inicio
uma das primeiras preocupações dos sucessivos governos de Cabo Verde.
A outra preocupação tem sido a excessiva
dependência económica. Cabo Verde. Em 1980, por exemplo, importava 90% das
suas necessidades alimentares, valor que era 20 vezes superiores aos das suas
exportações. Esta situação
só é sustentável através de uma forte ajuda externa internacional, o
reforço da cooperação com Portugal e das contínuas remessas dos emigrantes. Ajuda
Externa: Continua a ser essencial para suprir a falta de recursos do país.
Em 1987, por exemplo, o auxílio estrangeiro representou cerca de metade do
Produto Interno Bruto. Remessas
dos Emigrantes: Continuam a ser fundamentais para a suportar a frágil
económia do país. Cooperação com
Portugal: As relações com Portugal são muito estreitas, tendo inclusivé
aumentado desde os anos oitenta, estendendo-se hoje a praticamente a todos os
domínios. Três exemplos: Destino
de Emigração. Portugal é hoje o primeiro ou segundo destino dos emigrantes
cabo-verdianos (mais de 50 mil, em 2002). Muitos obtém sob forma muito diversas
os estatuto de cidadãos portugueses;
Parceiro
Económico. Portugal continua a ser o seu principal parceiro económico de Cabo
Verde;
Educação
Superior. A formação superior dos alunos Cabo-verdianos é feita nas
universidades e escolas superiores portuguesas.
Cabo
Verde, ao contrário da esmagadora maioria dos países africanos, tem
revelado uma gestão equilibrada e reprodutiva dos apoios internacionais que
recebe.
|