São Tomé e Príncipe

     
   
São Tomé e Príncipe
Capital: São Tomé

Superficie:964 km2. A Ilha de São Tomé tem 854 km2 e a do Príncipe 110 km2. Os ilhéus das Rolas, das Cabras e das Pedras Tinhosas são de pequenas dimensões.

Habitantes: 125.000

Localização: As ilhas de São Tomé e do Príncipe ficam situadas a cerca de 300 km da costa Ocidental de África, sendo atravessadas pelo Equador. 

Língua: Português 

 

História

Desconhece-se a data exacta que os portugueses descobriram São Tomé e Príncipe. A versão corrente é que teria sido por João de Santarém e Pêro Escobar, em 1470, a encargo do mercador Fernão Gomes, arrendatário dos direitos reais do exclusivo do comércio da costa da Guiné, em contrapartida da obrigação de descobrir 100 léguas de costa por ano, a sul da Serra Leoa. A primeira ilha a ser descoberta terá sido S. Tomé (1470), e no ano seguinte a de Ano Bom e a do Príncipe, a que chamaram Santo Antão.

A ocupação não foi imediata, só em 1493 se começaram a fixar os primeiros colonos, tendo-se dedicado ao cultivo da cana do açúcar importado da Madeira.  

No século XVI desenvolvem-se grandes plantações de açúcar, para as quais é importados dezenas de milhares de escravos do continente africano. As ilhas de S. Tomé e Príncipe chegam a contar com cerca de 60 engenhos de açúcar. 

O séculos XVI é marcado revoltadas dos escravos angolanos, ainda hoje verdadeiros símbolos desta região de África.

Estas ilhas assumem uma enorme importância estratégica para os portugueses, como ponto de escala nas rotas de navegação, mas também para o próspero comércio de escravos do Congo e Angola. 

No século XIX desenvolve-se a cultura do café e cacau, criando-se grandes plantações. O primeiro é introduzido em 1800, e o segundo em 1822, como simples planta ornamental.O cultivo intensivo do cacau só se iniciou em grande escala a partir de 1851, para o que muito contribuiu o mestiço João Maria de Sousa e Almeida. A cultura do cacau acabou por rapidamente suplantar todas as outras.  

A abolição da escravatura, em 1869, à semelhança do que acontecia por todo o mundo não acabou com o trabalho de escravo. Os escravos passam a ser denominados de "contratados". Milhares de africanos, sobretudo de Cabo Verde, Angola e Moçambique são forçados a trabalharem para os grandes proprietários. Durante décadas a questão origina campanhas internacionais contra esta nova forma de escravatura.    

As revoltadas contra o colonialismo portugueses, nomeadamente contra as atrocidades e abusos praticados pelos grandes proprietários das plantações. As últimas greves ocorreram em 1972-73. Entre as acções repressivas ficou tristemente célebre a chacina que, em Fevereiro de 1953, realizou o governador do território, coronel Carlos Sousa Gorgulho, na qual pereceram cerca de mil pessoas. 

O principal problema da ilha, sobretudo a partir do século XIX foi a distribuição muito desigual da terra. De um lado tinhamos grandes plantações extremamente lucrativas, e do outro, uma agricultura de subsistência. As primeiras pertenciam a um grupo reduzido de proprietários, que na sua maioria nem sequer residiam nas ilhas. Em 1950-1955, por exemplo, aos nativos (52% da população)  pertenciam menos de 1% da dos totais dos produtos ricos que estavam na base das exportações da ilha (cacau,  café, oleaginosas, quina, canela,  banana).Esta situação acabou por se tornar insustentável.

No quadro da resistência contra o colonialismo português, que em 1960 é fundado o Comité de Libertação de S. Tomé e Príncipe, transformado em 1972, num Movimento de Libertação (MLSPT). 

Após a independência, em 1975,  foi instaurado um regime monopartidário. Nesta altura as roças foram nacionalizadas, provocando a saída de 4 mil portugueses. As estruturas económicas são desta forma seriamente afectadas. O período de 1975 a 1989 é uma grande conflitualidade, sucedendo-se as tentativas de golpes de Estado. Em 1980 foram solicitados a entrar no país cerca de 2.000 angolanos, conselheiros soviéticos e cubanos . O desmoronar da Ex-União Soviética, a partir de 1989, provoca o fim dos apoios internacionais deste regime. 

Em 1990 é aprovada uma nova constituição multipartidária pondo fim ao regime anterior monopartidário. As tentativas de golpes de estado não terminaram. Em 1995, um grupo de oficiais das forças armadas volta a apoderar-se do poder. Esta situação de conflitos latentes acaba por depauperar a frágil economia do país. Problemas cuja solução ainda tarda em ser encontrada.   

 

 

 

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